Israel: 15.000 manifestam-se pela democracia em Telavive

16 de janeiro 2011 - 17:06

Sob o lema “Manifestação pela democracia (enquanto é possível)”, os manifestantes protestaram contra a iniciativa parlamentar da extrema direita de investigar ONG's, acusando-as de traição ao Estado judeu.

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Manifestação pela democracia (enquanto é possível) - Telavive, 15 de Janeiro de 2011

A extrema direita aprovou no parlamento israelita um inquérito para analisar o financiamento das ONG's. A decisão insere-se numa campanha da extrema direita, que acusa ONG's de traição ao Estado judeu, por receberem fundos de fundações palestinianas, árabes e até europeias.

A campanha é conduzida pelo partido Israel Betenou, dirigido pelo actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman, que acusa algumas ONG's de serem “cúmplices do terrorismo” e de terem como único objectivo “desestabilizar o exército israelita”.

A comissão de inquérito tem como alvos prioritários organizações não-governamentais como Breaking the Silence (Quebrando o Silêncio), Machson Watch e B'tselem. A primeira, uma organização de antigos soldados que divulga testemunhos sobre o conflito nas áreas palestinianas ocupadas; a segunda, um grupo de mulheres israelitas que vigia os postos de controlo e o comportamento dos militares israelitas; a terceira, uma organização de defesa dos direitos humanos.

Na manifestação podiam ver-se bandeiras israelitas e palestinianas e cartazes com os lemas: “A paz em vez de crimes de guerra”, “Nós não construímos uma democracia sob leis racistas”, “A democracia em perigo”, “Lutar contra o governo do obscurantismo”.

No protesto participaram ONG's, movimentos de direitos humanos, o movimento “Peace Now” (“Paz agora”) e deputados dos partidos Hadash (partido judeu árabe), Meretz (partido social democrata israelita) e até do Kadima (partido de centro direita fundado por Ariel Sharom).