De acordo com os resultados oficiais, o “sim” obteve 955.091 votos e o “não” 629.088. No referendo votaram 1,6 milhões de pessoas, correspondentes a 50,6% do total de 3,1 milhões. Desta vez, a abstenção foi muito maior (49,4%), do que no referendo em que os irlandeses rejeitaram o Tratado de Lisboa, que teve 59% de votantes e 41% de abstenção.
Neste referendo, o povo irlandês foi fortemente pressionado, tendo o Governo repetido constantemente que se fosse aprovado o “não”, o país ficaria sem empréstimos e em risco de bancarrota iminente.
Para o eurodeputado Paul Murphy, as pessoas não votaram sim por convicção, mas por medo.
O “não” venceu apenas em cinco dos círculos eleitorais, na província de Donegal, no norte, e em algumas zonas de Dublin, tendo obtido 57% em Dublin South Central, 50.7% em Dublin South West, 59% em Cork North Central, 54.9% em Donegal South West, tudo zonas de forte concentração operária.