“Recorrer ao privado para cirurgias quando existem alternativas no setor público, é para nós uma decisão atentatória do Serviço Nacional de Saúde”, salienta o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
De acordo com o SEP, o IPO de Coimbra decidiu efetuar um protocolo com uma entidade privada da cidade de Coimbra, para a realização de cirurgia da tiróide e paratiróide e cirurgia mamária, face à requalificação do edifício de Cirurgia/Imagiologia com a consequente diminuição da capacidade instalada. A decisão entrou em aplicação a partir de 3 de janeiro de 2022.
O sindicato afirma que a “decisão é atentatória do SNS”, uma vez que existem alternativas públicas e dá os exemplos do Hospital Geral dos Covões, de unidade de saúde do âmbito do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e/ou do Hospital Militar, pertença do ministério da defesa.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses pergunta porque se quer financiar o setor privado, quando há no SNS capacidade instalada e qual o preço a pagar por este protocolo.