Inquérito ao BES: Bloco quer tornar público relatório sobre atuação do Banco de Portugal

03 de fevereiro 2021 - 13:57

Em conferência de imprensa, Mariana Mortágua defendeu que “é do interesse da sociedade que as conclusões do relatório de avaliação à intervenção do Banco de Portugal no caso BES possam ser conhecidas e possam ser debatidas”.

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Mariana Mortágua. Foto de Tiago Petinga, Lusa.

“Depois de anos de insistência da parte do Bloco de Esquerda em particular, mas também de outras forças políticas, o relatório foi finalmente entregue à Assembleia da República, ainda que com caráter de segredo”, explicou a deputada bloquista esta quarta-feira em conferência de imprensa.

Mariana Mortágua assinalou que a Assembleia da República não pode ser entendida “como um buraco negro onde os documentos chegam e ficam em confidencialidade sem prazo”. O Bloco quer que o documento seja tornado público na integra, defendendo “que todos os procedimentos possam ser tomados” para que isso possa acontecer.

“É do interesse da sociedade que as conclusões do relatório de avaliação à intervenção do Banco de Portugal no caso BES possam ser conhecidas e possam ser debatidas”, defendeu a dirigente bloquista. “Até porque as conclusões desse relatório confirmam as conclusões da comissão de inquérito”, continuou.

“Depois de tantos anos a lutar e a batalhar para podermos ter acesso a este documento, não queríamos deixar de dar nota que ele foi recebido, que defendemos que seja público e que, no geral, ele confirma muito do trabalho e das conclusões a que chegámos no âmbito da comissão de inquérito ao BES”, reforçou.

Mariana Mortágua garantiu que o Bloco usará todos os meios ao seu dispor para que o documento seja tornado público.

Questionada sobre a possível divulgação de uma versão truncada do documento, a deputada afirmou que “uma versão truncada do relatório não é aceitável".

“Eu não consigo compreender o que é que pode ser truncado naquele relatório porque não traz nomes de pessoas, não coloca nenhuma personalidade em particular em causa, não tem nenhum requisito de proteção de dados privados e em tudo onde se poderia alegar segredo bancário, a verdade é que já foi divulgado no próprio relatório da comissão de inquérito. Não encontro nenhuma razão plausível para que este documento não possa ser integralmente divulgado, a não ser uma proteção do Banco de Portugal que não faz sentido”, afirmou.

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