O Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou, no mês passado, uma taxa de variação homóloga de 4,1%, contra os 4% verificados em Março, e 1,2 p.p. superior à estimada pelo Eurostat para a área do Euro. A taxa de variação mensal do IHPC situou-se em 0,6% e a taxa de variação média dos últimos doze meses aumentou 0,3 p.p., para 2,5%.
Tal como já sucedera em Março, e segundo indica o documento divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “entre as contribuições positivas para a taxa de variação homóloga do IPC, destacam-se as registadas nas classes dos Transportes (classe 7), da Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis (classe 4) e dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (classe 1)”.
A classe dos transportes sofreu um agravamento dos preços de 1,5%, devido à escalada dos preços dos combustíveis, que atingiram máximos históricos em Portugal, sendo o factor que mais justifica a subida da inflação homóloga.
As pressões inflacionistas a que está sujeita a economia portuguesa deriva, entre outros, e conforme avança o Jornal de Negócios, do “agravamento dos impostos desde o início deste ano, sobretudo do acréscimo do IVA”.