O valor da esperança média de vida confirmado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na passada sexta-feira significa um corte permanente de 16,9% nas pensões antecipadas atribuídas este ano. A idade da reforma também sobe para os 66 anos e nove meses em 2026, o valor mais alto de sempre.
A esperança média de vida aos 65 anos no período entre 2022 e 2024 subiu para os 20,02 anos, segundo o INE. É o retorno a uma trajetória de aumento da esperança média de vida, que tinha sofrido uma quebra associada à mortalidade causada pela pandemia.
Em 2014, a idade da reforma estava estabilizada nos 65 anos. Mas uma alteração à fórmula de cálculo significou um aumento imediato de 10 meses a partir de 2015. Uma década depois, em 2026, a idade da reforma vai estar muito mais próxima dos 67 anos.
O corte do fator de sustentabilidade também regista uma alta subida e aplica-se tanto a quem se reformar pela Segurança Social como quem se reformar pela Caixa Geral de Aposentações. É um dos cortes aplicados a parte das pensões antecipadas, com exceção das que correspondem a longas carreiras contributivas.
Segundo os dados do INE, a esperança média de vida subiu, no conjunto dos dados calculados entre 2022 e 2024, 3,2 meses para o total da população. Para os homens em particular a subida é de 3,6 meses, enquanto para as mulheres de apenas 2,9. Isto relativamente ao período de 2021-2023. A esperança de vida à nascença sobe 2,5 meses para 81,17 anos.
Apesar disso, estes dados continuam a registar-se abaixo dos valores pré-pandemia. Mas o aumento da idade da reforma estará mais alto do que nunca.