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Índia: WhatsApp denuncia abuso massivo da sua rede pelos partidos

O país com mais utilizadores de WhatsApp está em período pré-eleitoral e este é uma arma de campanha. A empresa critica os abusos dos principais partidos. Os responsáveis da plataforma esclarecem que todos os meses apagam 2 milhões de contas que se dedicam a espalhar propaganda e fake news.
Foto de Jeso Carneiro/Flickr
Foto de Jeso Carneiro/Flickr

A empresa recusa dizer quais são os partidos envolvidos e quais os abusos em concreto. Mas não deixou de querer marcar posição nesta quarta-feira através de uma comunicação de um dos seus chefes executivos no seguimento do lançamento de um “livro branco” sobre o uso da plataforma. Carl Woog, diretor de comunicações, afirmou que o WhatsApp está a ser usado “de formas que não estavam previstas e a nossa mensagem firme é que usá-la assim resultará em serem banidos do nosso sistema”. O gestor sublinhou que o WhatsApp não é uma “plataforma de difusão”.

Depois de ser notícia por ter sido utilizada nas eleições Brasil para espalhar notícias falsas, o Whatsapp tenta assim antecipar-se às críticas na Índia, o seu maior mercado com 200 milhões de utilizadores. A empresa anunciou que tem feito sessões de campanha deslocalizadas e anúncios nas rádios e jornais de forma a “educar os utilizadores” e diminuir a difusão de fake news. Também limitou o número de pessoas às quais se podem enviar mensagens de uma vez. Woog também revelou que, a cada mês, são banidas dois milhões de contas devido a infrações de regras.

Tem sido noticiado que alguns partidos estarão a utilizar ferramentas automáticas de envio massivo de mensagens e a espalhar notícias falsas por esta rede social. E os partidos do sistema o Bharatiya Janata Party (BJP), no governo, e o seu rival, o tradicional Partido do Congresso, trocam acusações entre si sobre as fake news mas nenhum admite um uso indevido da plataforma.

As notícias falsas e rumores difundidos no WhatsApp foram uma das causas de 30 linchamentos, segundo o governo indiano em julho do ano passado que acusou a empresa de não ter “lidado adequadamente” com isso.

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