Portugal

Identificadas mais de 60 áreas com risco significativo de inundação

07 de novembro 2024 - 18:19

Veja aqui o mapa com as zonas em risco, habitadas por mais de 100 mil pessoas. Presidente da APA adverte que Planos de Gestão dos Riscos de Inundações devem ser “vertidos” para os instrumentos de gestão territorial, ao nível dos municípios.

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Cheias. Imagem da APA.
Cheias. Imagem da APA.

São 63 as áreas com risco potencial significativo de inundações em Portugal, 47 por causa de pontos de origem fluvial, 16 de origem costeira. Estas correspondem a 102 municípios e são habitadas por 102.905 habitantes.

A informação é da Agência Portuguesa e tem por base uma compilação de informação feita a propósito das ocorrências entre 2011 e 2018 e suas consequências, “nomeadamente em termos de vidas humanas, em número de desalojados, impactes nas atividades económicas, no património e no ambiente”. É o que escreve no LinkedIn José Pimenta Machado, presidente desta instituição, numa publicação a propósito das cheias em Valência na qual expressa solidariedade com a população da região espanhola.

Para além disso, trata de assegurar que os Planos de Gestão dos Riscos de Inundações “estão atualizados”, tendo o respetivo documento sido aprovado em Conselho de Ministros e publicado a 22 de Abril de 2024. Mas, adverte o presidente da APA, agora é preciso que seja “vertido para os Instrumentos de Gestão Territorial, especialmente ao nível dos municípios”. O programa contém 600 medidas “considerando que são técnica e economicamente viáveis, que permitem atingir uma redução do risco através da diminuição das consequências prejudiciais potenciais para a saúde humana, atividades económicas, património cultural e meio ambiente”.

Mapa de zonas inundáveis divulgado pela APA
Mapa de zonas inundáveis divulgado pela APA

Sobre esta questão e as cheias em Valência, a professora de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, Maria José Roxo, afirma ao Público que “a questão do planeamento e do ordenamento urbano é aqui completamente decisiva no que aconteceu. Há muitas imagens em que nós podemos ver que os rios foram confinados; antes de chegarem às povoações há vales muito largos, mas depois quando os rios entram nas povoações eles são canalizados para dimensões muito pequenas. O que nós temos é a associação da força da natureza – conhecida por todos – e da incompetência humana de pensar que consegue dominar estes elementos”.

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