Hospital de Braga terá transferido doentes cujos tratamentos são caros

27 de julho 2010 - 19:21

O Bloco de Esquerda quer saber se o Hospital de Braga está a transferir indevidamente doentes para o Hospital de S. João, no Porto, em particular da especialidade de doenças infecto-contagiosas.

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A administração do Hospital de S. João deu ordens para que os profissionais façam uma avaliação mais apertada dos doentes que acorrem à sua urgência, quando transferidos de outros hospitais como o de Braga.

No passado mês de Maio, a administração do Hospital de S. João deu ordens para que os profissionais fizessem uma avaliação mais apertada dos doentes que acorriam à sua urgência, nomeadamente provenientes do Hospital de Braga e portadores de doenças infecto contagiosas, cujos tratamentos têm um custo elevado e estavam a ser imputados ao Hospital do Porto.

Este procedimento foi anunciado durante uma reunião com as várias chefias do Hospital de S. João, convocada para dar a conhecer um conjunto de 10 medidas com vista à redução de custos. Entre essas medidas estava precisamente uma triagem mais apertada dos doentes portadores de doenças infecto-contagiosas, como o HIV/Sida e a Hepatite, que chegavam ao Hospital de S. João.

Os doentes em causa são seguidos na especialidade de Infecciologia, precisamente uma das quatro especialidades que o contrato de Parceria Pública Privada entre o Escala Braga e o Ministério da Saúde não previa inicialmente no perfil assistencial, mas que a Administração Regional de Saúde garantiu continuarem a funcionar, graças a uma adenda ao contrato estabelecido com o Hospital de Braga, tal como anunciado em Fevereiro.

Os deputados do Bloco de Esquerda João Semedo e Pedro Soares questionaram o Ministério da Saúde também no sentido de saber se o Hospital de Braga mantém a funcionar o serviço de Infecciologia.

Esta é uma das 4 especialidades que não estavam previstas no perfil assistencial, no contrato de Parceria Pública Privada entre o Escala Braga e o Ministério da Saúde, mas que a Administração Regional de Saúde garantiu continuarem a funcionar, graças a uma adenda ao contrato estabelecido com o Hospital de Braga, tal como anunciado em Fevereiro.