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Hong Kong não irá "interferir" com a detenção de 12 cidadãos pela China

Ativistas detidos quando tentavam fugir de barco para Taiwan estão incontactáveis. Governo de Hong Kong afirma que estes "crimes" caem sob a alçada da jurisdição chinesa.
Conferência de imprensa das famílias dos 12 ativistas. Screenshot do direto realizado por www.thestandnews.com.
Conferência de imprensa das famílias dos 12 ativistas. Screenshot do direto realizado por www.thestandnews.com.

Doze residentes de Hong Kong foram detidos a 23 de agosto pelas autoridades chinesas quando tentavam fugir de barco para Taiwan, e o governo de Hong Kong "não irá interferir", noticia a Al Jazeera

Em comunicado, as autoridades de Hong Kong confirmam os pedidos de ajuda dos familiares destes cidadãos, considerando que "o crime relevante cai sob a jurisdição continental", indicando o serviço de apoio legal que o governo disponibiliza.  

Por seu lado, o governo de Taiwan admite que deteve cinco cidadãos de Hong Kong na Ilha de Pratas, que estarão agora colocados na cidade de Khasiung, no sul de Taiwan.

A Ilha de Pratas, localizada 200 quilómetros a sul de Hong Kong, pertence a Taiwan e foi declarada como espaço aberto para cidadãos de Hong Kong que queiram sair da cidade, mas que terão de o fazer de forma legal. 

O grupo de 12 ativistas de Hong Kong, no qual se inclui um menor de 16 anos, é caracterizado como um conjunto de "separatistas" pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, com o jornal estatal China's Global Times a apelidar de "notícias falsas" qualquer peça que não coloque Taiwan como parte integral da República Popular da China. 

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