“Decidi, depois de me ter reunido com os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado, encerrar o debate constitucional”, anunciou François Hollande ao país, após uma reunião do Conselho de Ministros.
O presidente francês culpabilizou o partido Os Republicanos, liderado por Nicolas Sarkozy, pelo fracasso político, acusando-o de “ser hostil a qualquer revisão constitucional”.
“Lamento profundamente esta atitude num momento em que tudo deveríamos fazer para evitar as divisões e abandonar todas as rivalidades”, frisou Hollande.
Certo é que a norma defendida por Hollande que previa a perda da cidadania francesa a condenados por terrorismo com dupla nacionalidade mereceu a oposição frontal de alguns membros do próprio Partido Socialista.
Em janeiro, a então ministra da Justiça, Christiane Taubira, que era considerada a “garantia da esquerda” no atual Governo francês, anunciou a sua demissão.
A reforma constitucional foi defendida por Hollande, durante um discurso solene no Congresso a 16 de novembro, três dias após os atentados que mataram 130 pessoas no centro da capital.