"Os valões apresentaram argumentos importantes demonstrando porque é que o CETA não é um bom acordo", afirmou aos jornalistas o coordenador da coligação TTIP Alarm, Jurjen van den Bergh.
Para Van den Bergh “a resistência da região da Valónia permite-nos continuar a lutar na Holanda para que seja feito um acordo honesto e durável”.
A manifestação contou com a colaboração de pessoas ligadas a várias atividades como agricultores, empresários, juristas e também de sindicalistas, investigadores científicos, e membros de associações ambientalistas e de defesa dos direitos dos animais de todas as zonas do país que denunciaram os malefícios do CETA e do TTIP.
"O nosso futuro não é um mercado"
Após os discursos, os manifestantes encetaram uma marcha e gritaram slogans como “o nosso mundo não está à venda”, “o nosso futuro não é um mercado” apelando também ao fim dos “maus contratos comerciais”.
A manifestação foi organizada por diversas organizações destacando-se, entre estas, o TTIP Alarm, a central sindical holandesa FVN, a ONG Greenpeace e a Associação de Defesa dos Direitos dos Consumidores Holandeses (Consumentenbond).
Os manifestantes contestam igualmente a possibilidade de as negociações para a assinatura do acordo serem retomadas, uma situação que a Comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmstrom deixou em aberto ao afirmar que a “rutura não significa o fim do processo”.
Por outro lado, o ministro-presidente da Valónia, Paul Magnette afirmou que a iniciativa para retomar as negociações “está do lado da Comissão”.
"Uma vez que se trata de uma interrupção decidida por uma das partes, compete à Comissão Europeia retomar os contactos para ver se é possível, e em que condições, retomar as negociações", sublinhou.