O PSD Madeira que é liderado por Alberto João Jardim afirma, em comunicado assinado pelo secretariado regional: “O PSD/Madeira exprime o seu total repúdio pelos novos cortes anunciados sobre as pensões de reforma e outros instrumentos de justa política social”. No mesmo documento, o PSD Madeira "solicita ao Senhor Presidente da República que não promulgue a legislação pretendida pelo Governo da República", considerando que "há uma manifesta inconstitucionalidade nas exceções atribuídas a duas classes profissionais".
O PSD Madeira diz também que "estranha” “que o CDS, depois de expressar discordância a estes cortes, os consinta após o seu líder chegar a vice-primeiro-ministro e no âmbito de um Ministério do CDS”.
Em resposta a este comunicado, o CDS/PP-Madeira difundiu um comunicado com o título "as inverdades do presidente do PSD/M[Alberto João Jardim]".
No comunicado, o CDS-PP Madeira diz que "é contra os cortes de pensões na função pública”, bem como “a excessiva austeridade que o Governo central e o Governo Regional têm imposto". O CDS-PP Madeira sublinha que por esta razão "votou contra o Orçamento do Estado para 2013 (OE 2013)” e critica o PSD Madeira salientando que os deputados do PSD/M “votaram a favor” do OE 2013.
O CDS-PP Madeira defende ainda o ministro Mota Soares e critica Alberto João Jardim por elogiar a ministra das Finanças, a quem acusa de ser a responsável pelos cortes. O comunicado refere que o CDS-PP Madeira considera "fundamental lembrar o Sr. Presidente do PSD que o Ministério da Solidariedade e Segurança Social nada tem a ver com os alegados cortes de pensões, uma vez que a Caixa Geral de Aposentações, entidade que paga as reformas dos funcionários públicos, é tutelada pelo Ministério das Finanças", cuja responsável tem sido "elogiada despudoradamente" por Alberto João Jardim.