Luta

Greves fecharam escolas e centenas manifestaram-se por valorização profissional

28 de fevereiro 2025 - 17:02

No terceiro dia de greve dos trabalhadores da Função Pública foi a vez dos assistentes operacionais. No mesmo dia, os trabalhadores das autarquias também fizeram greve e manifestaram-se em Lisboa.

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Manifestação dos trabalhadores das autarquias locais em Lisboa.
Manifestação dos trabalhadores das autarquias locais em Lisboa.

Esta sexta-feira aconteceu o último de três dias de greve dos trabalhadores da Função Pública. Depois de técnicos superiores e assistentes técnicos, foi agora a vez de assistentes operacionais paralisarem numa série de protestos convocados pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

A greve desta sexta-feira visava a valorização das carreiras, aumentos salariais imediatos e a aplicação da valorização por antiguidade a todas as carreiras da administração pública. À Renascença, Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum da Função Pública, explicou que “estamos a falar de trabalhadores que ganham pouco mais do que o salário mínimo nacional, este ano ainda por cima, com pagamento de IRS, coisa que nunca tinha acontecido até agora”, acrescentando que “o Governo, ao que parece, esqueceu-se de mexer nas tabelas de retenção e relega para 2027 a negociação de todas as carreiras gerais: técnicos superiores, assistentes técnicos e assistentes operacionais”

Para além dos impactos no setor da saúde, nos tribunais e nas autarquias, a greve teve fortes repercussões na educação. Por todo o país, foram muitas as escolas que fecharam.

Para o próximo dia 6 de março ficou marcada nova greve pela revisão de carreiras.

Centenas de trabalhadores das autarquias locais nas ruas de Lisboa

A esta greve juntou-se também outra dos trabalhadores da administração local que fizeram ainda uma manifestação entre a Praça da Figueira e o Ministério das Finanças. Ações convocadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local com propósitos coincidentes: a valorização das carreiras dos trabalhadores.

STAL manif

Centenas de trabalhadores da administração local exigiram nas ruas, para além disso, aumentos intercalares de salários e dos suplementos de penosidade e insalubridade, a revogação do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública e as 35 horas de trabalho semanal para todos.

“A valorização salarial é absolutamente relevante”

A deputada Isabel Pires marcou presença, demonstrando solidariedade com a manifestação e os vários dias de greve na Função Pública, mobilizações que considerou “muito importantes” para pressionar o Governo.

No seu entender, “estamos numa altura em que a valorização salarial é absolutamente relevante” dado que “nos últimos anos houve uma enorme perda de poder de compra por parte dos trabalhadores”.

O Bloco manifesta o seu empenho na questão para que “essa valorização profissional e de salarial seja uma realidade o mais rapidamente possível”.