Greve paralisa comboios em Lisboa

24 de maio 2012 - 1:15

Trabalhadores das bilheteiras e revisores dos comboios urbanos de Lisboa invocam acordo de empresa e exigem ser pagos a 100 por cento nos dias de descanso e feriados.

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Trabalhadores estão indignados por terem de devolver metade do orecebido por trabalharem em feriados e folgas desde janeiro". Foto de Paulete Matos

No segundo dia da greve dos trabalhadores das bilheteiras e revisores dos comboios urbanos de Lisboa, 89 por cento dos comboios deixaram de circular até às 6h desta quinta-feira, segundo uma responsável da CP, enquanto o sindicato Ferroviário da Revisão Itinerante garantia uma "adesão quase total dos trabalhadores", apontando para uma adesão à greve de 95% e afirmando que circularam apenas três composições.

Luís Bravo, presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Itinerante Comercial (SFRCI), afirmou à agência Lusa que "há demasiada indignação dos trabalhadores, pelo facto de depois de laborarem feriados e folgas receberem a 100 por cento, terem de devolver 50 por cento [deste valor] desde janeiro".

O sindicalista disse ainda que, "face ao pagamento de apenas 50 por cento dos dias de feriado e de folga, [o sindicato] terá de enviar um pré-aviso de greve para todos os feriados de junho".

O sindicato afirma em comunicado que os trabalhadores das bilheteiras e revisores pretendem ser pagos a 100 por cento nos dias de descanso e feriados, como está estipulado no acordo de empresa.

Depois de informados pela CP de que os ministérios da Economia e das Finanças apenas vão pagar aqueles dias a 50 por cento, e com retroativos a janeiro, os funcionários do serviço comercial da CP disseram sentir-se defraudados.