Pilar Vicente, dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), disse à Agência Lusa que é esperado “um impacto bastante grande” da greve e que, nesse dia, os serviços deverão funcionar como se fosse um dia feriado ou de fim de semana. A FNAM sublinha o "grande espírito de adesão, superior ao habitual”, para mostrar a recusa destes trabalhadores ao “roubo nos salários e dos subsídios de férias e de Natal” e a sua vontade de defender o Serviço Nacional de Saúde.
Também os enfermeiros estão unidos no protesto contra as medidas do Governo e da troika para empobrecer ainda mais o país. “O que está a ser pedido aos portugueses, além de ser injusto, é muito lesivo dos seus direitos e põe em causa a sua própria dignidade”, disse José Afonso, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, prevendo que no dia da greve geral, sejam as consultas externas e os blocos operatórios os mais afetados, por não terem serviços mínimos.
Quanto aos trabalhadores dos serviços gerais da saúde, que protagonizam habitualmente uma grande mobilização, no dia 24 ela deverá ser “ainda mais expressiva”, tendo em conta “o contexto atual” que é “mais grave”, diz Nelson Tavares Raleiras. O dirigente da Associação de Trabalhadores dos Serviços Gerais da Saúde sublinha ainda que esta greve “não pretende prejudicar os doentes, mas sim manifestar o descontentamento dos profissionais”.
Greve Geral: sindicatos esperam "forte adesão" na Saúde
20 de novembro 2011 - 11:47
Médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica vão aderir em força à Greve Geral de 24 novembro, prevêem os sindicatos da área da saúde.
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