Segundo o site do jornal “Público”, a data foi consensualizada no conselho nacional da CGTP, de forma a não coincidir com a realização da cimeira da NATO em Lisboa (19 e 20 de Novembro) e ser realizada ainda antes da aprovação do Orçamento de Estado para 2011 na Assembleia da República.
Carvalho da Silva, após o anúncio pelo governo do pacote de medidas brutais de austeridade, na noite de quarta feira, tinha denunciado em declarações à TSF que “tudo o que é sobre o sector financeiro são intenções não descritas que podem ser tudo e não ser nada. A tendência que vem aí, desde há muito tempo, é não ser nada”. O secretário geral da CGTP propôs também um “combate à economia paralela onde circulam 30 a 35 mil milhões de euros”.
Já nesta quinta feira, o secretário geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, tinha declarado que se vai “intensificar a luta” contra “a chantagem dos agiotas internacionais” e que “vamos para patamares mais elevados” de luta.
Também os sindicalistas da função pública tinham criticado que “uma vez mais são os trabalhadores a pagar a crise, em particular os da função pública, mas a crise não se resolve” (Bettencourt Picanço - presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado - STE) e que "o descontentamento dos trabalhadores vai decerto culminar numa greve" (Ana Avoila - coordenadora da Frente Comum da Administração Pública da CGTP).