A comissão de trabalhadores da adesão trabalhadores da NAV – Navegação Aérea de Portugal disse à agência Lusa que a adesão à greve nesta quinta-feira está a ser de 100 por cento. A NAV é a empresa responsável pelo controlo do tráfego aéreo.
A paralisação começou na manhã desta quinta entre as 7h e as 9h. O segundo período de greve é entre as 14h e as 16h e uma terceira paralisação acontecerá entre as 21h e as 23h.
Às 8h40 desta quinta já tinham sido cancelados quatro voos e quase 100 estavam atrasados. Na quarta-feira, a TAP anunciou que ia cancelar 35 voos devido à greve.
Os controladores aéreos, que agendaram para este mês cinco dias de greve, já pararam nos dias 11, 17 e 18 e voltam a parar estas quinta e sexta-feiras, sempre nos mesmos três períodos diários.
Os sindicatos avançaram para a greve para contestar a "continuada ausência" de respostas do Governo para a situação de "instabilidade social sem paralelo" na empresa. Alegam estar há mais de um ano a chamar a atenção dos governantes para "o prejuízo" das medidas orçamentais em vigor para os funcionários, a empresa e o país.
Calcula-se que cerca de 500 voos serão afetados.
Os controladores aéreos exigem “alteração das políticas restritivas cegas”, “o respeito pela negociação coletiva” e que a empresa não seja atingida pelos cortes de 15% de custos aplicado ao setor empresarial do Estado. A CT exige ainda que a NAV "seja considerada dentro do quadro internacional que a regulamenta e se defenda também a sua invejável posição estratégica no Atlântico Norte" e afirma que "está em causa o interesse nacional em duas vertentes concretas: salvaguardar o potencial económico do espaço aéreo nacional, enquadrado numa estratégia atlântica, e maximizar as receitas por via das exportações pela atividade da própria empresa”.