António Lemos, representante do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante, declarou que a adesão à greve de 24 horas, convocada para esta quarta-feira, entre os associados do sindicato foi de 100%. A nível nacional, a paralisação chegou a atingir os 80%, tendo-se sentido de forma mais intensa no Porto, onde a adesão chegou mesmo aos 90%.
Os trabalhadores comerciais da CP, entre os quais revisores, operadores de venda e controlo e assistentes comerciais, e aos quais se juntaram trabalhadores pertencentes a cargos de chefia intermédia, manifestaram assim o seu repúdio face aos cortes salariais e medidas de austeridade do governo.
No comunicado divulgado pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante é também criticada a proposta de “redução das indemnizações por cessação do contrato de trabalho” e a estratégia de privatizações no sector ferroviário que se traduzirá no “aumento substancial no custo do transporte” e na ausência de “investimento na sua melhoria" e prejudicará “os interesses dos passageiros e dos trabalhadores".
A paralisação na CP poderá ainda traduzir-se em constrangimentos na circulação de comboios na quinta-feira, dia em que mais de 15 sindicatos do sector dos transportes se vão reunir, sendo previsível a convocação de novas greves no sector.