Greve de jornalistas paralisa comunicação social na Grécia

28 de maio 2012 - 13:29

Uma greve de 24 horas iniciada esta segunda-feira está a paralisar os media gregos, com a maioria das redações fechadas. Os jornalistas exigem a manutenção dos postos de trabalho e protestam contra os cortes salariais generalizados no sector, fortemente afetado pela crise económica.

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As redações da maioria das estações televisivas e de rádio, bem como da agência noticiosa do país, Ana, não estão a emitir qualquer informação.

Uma greve de 24 horas contra despedimentos e cortes salariais devido à crise paralisou esta segunda-feira grande parte dos órgãos de comunicação social da Grécia. As redações da maioria das estações televisivas e de rádio, bem como da agência noticiosa do país, Ana, não estão a emitir qualquer informação, enquanto os principais sites de notícias não estão a ser atualizados.

Devido à greve é esperado que esta terça-feira não saiam quaisquer jornais para as bancas.



A greve, que teve início às 03h locais (04h em Lisboa), foi convocada pelos sindicatos que representam os jornalistas gregos e tem como objetivo exigir “a assinatura de convenções coletivas dignas” e ainda “salvaguardar empregos”.



Desde que a crise económica se foi acentuando na Grécia, desde 2010, o sector despediu pelo menos 4 mil pessoas e os salários nas redações sofreram um corte de 20 a 30 por cento.



Três jornais fecharam nos últimos dois anos, incluindo a versão diária do maior jornal de esquerda, To Vima, que agora só sai ao domingo, bem como o diário Eleftherotypia e o canal de televisão privado Alter.