Nuno Fonseca, da direção do sindicato do pessoal de voo da aviação civil (SNPVAC), declarou à Lusa: “A adesão está muito elevada, perto dos 100%. Os trabalhadores que se apresentaram hoje ao serviço estão a cumprir os serviços mínimos”.
Os tripulantes da TAP faziam o quarto dia de greve para exigir o cumprimento do acordo de empresa, em vigor desde 2006.
Nuno Fonseca disse ainda à Lusa: ”Em termos de voos depois do trabalho de cancelamento e de remarcação de voos são até às 13:30 apenas oito voos previstos com equipamento TAP, feito com tripulantes da TAP. Todos os outros são Portugália. Assim, são apenas oito voos, sendo que quatro são serviços mínimos”.
Face à denúncia do acordo de empresa pela administração da TAP, Nuno Fonseca disse que a posição da administração da empresa “é de má-fé” e de destruição da companhia.
“Obviamente que agora há aqui mais pesos que entraram nesta equação como a decisão da TAP nesta altura de denunciar o acordo de empresa. Portanto, as pessoas ficaram ainda mais sensibilizadas para o facto de que esta administração não está interessada em negociar, nem garantir qualquer tipo de condições de trabalho aos trabalhadores”, salientou o dirigente sindical à Lusa.
Os tripulantes da TAP cumpriram assim quatro dias de greve (a 30 de outubro, 1 de novembro, 30 de novembro e 2 de dezembro), sempre com adesões próximas de 100%
Nuno Fonseca afirmou no passado domingo, referindo-se ao processo de privatização da TAP: "O que podemos retirar disto é que talvez interesse à administração apresentar ao governo para venda uma empresa que tenha o menor número possível de acordos de empresa".