“É uma grande jornada de afirmação dos trabalhadores da Carris contra o processo de destruição da empresa”, declarou à Lusa Manuel Leal da Fectrans (federação dos sindicatos dos transportes e comunicações - CGTP), apontando que “a adesão é superior a 80%.
A porta-voz da empresa, Isa Lopes, disse à Lusa que até às 7h30, apenas circularam 149 veículos dos 496 previstos.
Manuel Leal salienta que os números de adesão à greve refletem “uma grande greve contra os objetivos de privatização da empresa através da figura da subconcessão”.
Sérgio Monte do Sitra (sindicato dos trabalhadores dos transportes – UGT), referindo que a paralisação tem adesão de 70%, afirma: “Aberto que está e publicitado o diploma do concurso, os trabalhadores querem manifestar a sua revolta contra esta privatização, que entendem ser desnecessária, até porque irá servir muito pior as populações e os utentes que utilizam a Carris diariamente”.
Novas greves contra a privatização
Entretanto, estão já marcadas novas lutas dos trabalhadores dos transportes para os dias 16, 17 e 22 de abril.
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, que suspenderam a greve que tinham marcado para esta sexta-feira 10 de abril, irão paralisar no dia 17 de abril, a próxima sexta-feira, durante 24 horas.
Na a próxima quinta-feira, 16 de abril, serão os trabalhadores da CP e da Refer que irão estar em greve, paralisando a circulação ferroviária.
Para22 de abril, está convocada uma Marcha contra a Privatização dos trabalhadores da Carris, do Metropolitano de Lisboa, da Transtejo e da Soflusa.