Inúmeras escolas por todo o distrito encerraram, na Universidade foi grande a adesão desde os administrativos aos professores e investigadores, nos Hospitais de Faro e Portimão, onde alguns serviços paralisaram a 100%, funcionaram os serviços mínimos, com a maioria dos enfermeiros, muitos médicos e a maioria dos assistentes técnicos e operacionais em greve.
Muitos dos serviços de limpeza (100% na recolha do lixo em Silves), muitos dos transportes públicos (a EVA transportes com adesão a 60%), diversas finanças, o Tribunal de Faro que encerrou, funcionaram a meio gás. A maioria dos voos no Aeroporto de Faro foi pré-cancelada ou cancelada no dia.
Até alguns privados como o Lidl de Lagos (a loja encerrada), a MEO de Faro, no hotel golf Pestana, foram afetados pela greve.
De manhã, em Faro, frente à CCDR e em Portimão, junto à Câmara municipal, realizaram-se concentrações onde os trabalhadores manifestaram o seu entusiasmo pelo êxito da greve geral.
Em Faro, a concentração encheu o largo da Liberdade, com os diversos sindicatos da CGTP relatando as adesões à greve no distrito entre os aplausos e as palavras de ordem “contra o ataque brutal, greve geral!” e muitas outras. A coordenadora da USAL saudou a presença de trabalhadores da UALg e de uma representação do SNESup (independente). Muitos estudantes de Olhão e de Faro gritaram a sua solidariedade com a Greve Geral.
Em Portimão, a concentração teve sobretudo trabalhadores das escolas contra o pacote laboral e que levantaram as suas reivindicações de aumento salarial e de melhoria das carreiras.
Sindicatos e trabalhadores, caso Montenegro queira fazer orelhas moucas, manifestaram a disposição de continuar a luta pela derrota das propostas terroristas do Governo. Novas grandes manifestações e até nova greve geral estão em vista, tanto quanto necessário, assim como um esforço para a manutenção da unidade alcançada para a greve geral de agora.