Segundo noticia o Athens News, os representantes da Nova Democracia, Pasok e Esquerda Democrática, partido que resultou de uma cisão da Syriza, em 2010, e ao qual se veio a fundir o pequeno partido Cidadãos Livres e se vieram a juntar seis deputados do Pasok, em 22 de março de 2012, chegaram a um acordo sobre os princípios de governação, que foi comunicado aos líderes dos partidos para aprovação.
Esta coligação permitirá ao governo assegurar o apoio de 179 deputados, num total de 300 assentos parlamentares.
Conforme adianta o Ekathimerini, os líderes dos dois parceiros de coligação da Nova Democracia, Evangelos Venizelos, do Pasok, e Fotis Kouvelis, da Esquerda Democrática, terão concordado que os seus partidos não integrarão o executivo, ainda que proponham alguns dos seus membros.
Samaras, Venizelos e Kouvelis acordaram que o novo governo será composto por 15 ministros e cerca de 20 vice-ministros. O Pasok irá propor candidatos para quatro ministros e quatro vice-ministros. A Esquerda Democrática, por sua vez, apresentará candidatos para dois cargos ministeriais e dois vice-ministros.
Ainda segundo o Ekathinerini, o novo primeiro-ministro planeia separar os ministérios do Turismo e da Marinha Mercante, que foram absorvidos pelo Ministério do Desenvolvimento.
Foi também acordada a criação de um comité informal interpartidário, constituído por Evangelos Meimarakis e Lazaridis Chrysanthos da Nova Democracia, Costas Skandalidis e Stelios Angeloudis do Pasok e Chatzisokratis Dimitris e Sakis Papathanasiou da Esquerda Democrática, que discutirá as políticas governamentais quotidianas e assegurará a cooperação entre os partidos da coligação.
O Athens News refere que o governo grego se fará representar na reunião do Eurogrupo, que se realiza esta quinta feira, através de George Zanias, ministro das finanças interino, e adianta que Vasilis Rapanos, presidente do Banco Nacional, assumirá a pasta aquando o regresso de Zanias.
Para a próxima semana, Samaras, Venizelos e Kouvelis vão viajar juntos para a cimeira de líderes da União Europeia, que tem lugar em Bruxelas.
“Com a ajuda de Deus podemos garantir que o povo grego vai sair da crise o mais rápido possível"
Em declarações aos jornalistas, Antonio Samaras afirmou estar "plenamente consciente dos momentos críticos que enfrentamos como um país" e enfatizou a necessidade de "patriotismo de unidade nacional, e confiança que, com a ajuda de Deus podemos garantir que o povo grego vai sair da crise o mais rápido possível".
Novo governo foi "construído com a base na continuidade das políticas do memorando”
Segundo a Syriza, o novo governo foi "construído com a base na continuidade das políticas do memorando”. "O equilíbrio político dentro do governo sugere que ele não está disposto ou não é capaz de lutar por uma renegociação essencial dos termos do acordo da dívida, nem de desafiar as políticas neoliberais de austeridade dominantes dentro de uma Europa que está a tentar mudar sua arquitetura", sublinhou a coligação de esquerda em comunicado.
Merkel espera “boa cooperação” de Samaras
"A chanceler felicitou o novo primeiro-ministro grego por telefone após a sua tomada de posse (...) e convidou-o a ir a Berlim", refere um comunicado da chancelaria alemã, citado pela AFP. "A chanceler espera uma boa cooperação do primeiro-ministro Samaras", adianta ainda o documento.