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Governo poupa com os mais pobres

Segundo o boletim de Execução Orçamental da Direção Geral do Orçamento de janeiro de 2012, divulgado esta segunda-feira, no ano passado o Estado gastou menos 573,9 milhões de euros em abono de família, subsídio de desemprego e apoio ao emprego, ação social e rendimento social de inserção.
A ameaça de pobreza ou exclusão social em Portugal é pior do que a média da União Europeia. Foto de Paulete Matos.

A despesa destinada ao pagamento das prestações do subsídio de desemprego e apoio ao emprego registou uma redução de 5,3%. Ainda que a taxa de desemprego oficial tenha atingido o valor recorde de 14% e se estime que o desemprego real chegue a atingir 1 milhão e duzentas mil pessoas, o governo poupou 117,2 mil milhões de euros nesta área. Em 2010, a execução orçamental da Segurança Social no que respeita ao subsídio de desemprego e apoio ao emprego foi de 2221,1 milhões de euros, passando para os 2103,9 milhões de euros em 2011.

Já no que concerne ao Rendimento Social de Inserção (RSI), os cortes foram de 20,2%. Em 2010, foram gastos pela Segurança Social 519,9 milhões de euros com a prestação social que mais contribuiu para o combate à pobreza severa. Já em 2011, a verba despendida foi apenas de 414,6 milhões de euros.

A austeridade foi ainda mais flagrante ao nível do abono de família. Segundo o boletim de Execução Orçamental da Direção Geral do Orçamento, o Estado português gastou menos 293,3 milhões de euros com o subsídio familiar a crianças e jovens, já que, em 2011, a verba afeta a esta área foi de 674,9 milhões de euros, contra os 968,2 milhões de euros atribuídos em 2010. No total, a redução ascendeu a 30,3%.

A ação social também não foi imune aos cortes impostos pelo governo. Em 2011, foram gastos menos 58,1 mil milhões de euros, comparativamente com 2010. A contenção chegou aos 3,6%.

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