Na notícia publicada este sábado pelo jornal Público sobre as negociações que resultaram no acordo entre governo, patronato e UGT para baixar a TSU paga pelas empresas em troca do aumento do salário mínimo, é dito que o cartaz do Bloco que anunciava o valor do salário mínimo para janeiro de 2017 – valor que consta no acordo assinado com o PS para a viabilização do governo – “prejudicou um acordo” que passaria pela baixa da TSU paga pelos trabalhadores em alternativa ao desconto que o governo acabou por conceder aos patrões.
Sublinhando que não aceita dar informações sobre o conteúdo das reuniões com o Governo, “por considerar que o que é reservado deve ser mantido sob reserva”, a nota do Bloco – a segunda enviada ao mesmo jornal em poucos dias – diz que uma proposta para baixar a TSU dos trabalhadores com os salários mais baixos seria “uma medida para aumentar de imediato o rendimento disponível destas famílias e nunca destinada a dispensar os patrões das suas responsabilidades salariais”.
O Bloco esclarece que nas reuniões em que participou “o Governo nunca admitiu a eliminação ou sequer a redução do desconto na TSU patronal que vigorou em 2016”.
Leia aqui a nota enviada ao jornal Público:
Sobre a manchete e notícia do Público de hoje:
1. O valor de 557 euros para o SMN em Janeiro de 2017 não ficou definido num cartaz. É um ponto do acordo assinado pelo Bloco de Esquerda e pelo PS em 2015 e consta do programa do governo.
2. O Bloco de Esquerda não aceita a desresponsabilização do patronato pelos aumentos salariais decididos e a sua substituição por medidas compensatórias em sede de TSU. No acordo com o PS, o Bloco admitiu a redução da TSU paga pelos trabalhadores com salários mais baixos, uma medida para aumentar de imediato o rendimento disponível destas famílias e nunca destinada a dispensar os patrões das suas responsabilidades salariais.
3. Nas reuniões tidas com o Bloco, o Governo nunca admitiu a eliminação ou sequer a redução do desconto na TSU patronal que vigorou em 2016.
4. Contactado pelo Público, o Bloco de Esquerda não aceitou dar informações sobre o conteúdo das reuniões com o Governo, por considerar que o que é reservado deve ser mantido sob reserva.