Durante a 6ª Edição das Jornadas de Gestão e Modernização Autárquica, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, quando questionado pelos jornalistas presentes, afirmou que o governo não irá manter um dos subsídios – de férias ou de Natal, avançando com a proposta já apresentada que prevê o corte do 13º e 14º mês.
“Não há alternativas”, afirmou Miguel Relvas.
O secretário-geral do PS, António José Seguro, terá afirmado que existiria margem de negociação com o governo no sentido de manter um dos subsídios, afirmação esta que não foi contrariada por Miguel Relvas que, no passado domingo, terá mesmo referido que “todas as propostas são possíveis de ser avaliadas”.
Agora, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares realça que “a situação a que chegámos é particularmente difícil”.
“O primeiro-ministro e o governo foram sempre muito claros: dissemos sempre que estamos disponíveis para dialogar. Mas também foi dito pelo primeiro-ministro, aquando da apresentação do OE, que este era particularmente difícil de ser construído, é um orçamento de austeridade e que não deixava alternativas ao governo. E, portanto, essa é uma matéria muito clara sobre a qual o governo avaliou, analisou e sabemos que estamos a pedir sacrifícios aos portugueses”, avançou Miguel Relvas.
Após as declarações do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, o secretário de Estado do PS voltou a criticar o Orçamento do Estado para 2012, contudo, os socialistas mantêm o seu sentido de voto, sendo que se irão abster aquando da votação da proposta apresentada pelo governo.