Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF) do Brasil, Pezão é acusado de integrar o núcleo político de uma organização criminosa que cometeu vários crimes contra a administração pública no decorrer dos últimos anos.
As autoridades referiram que o governador do Rio foi secretário de Obras e vice-governador de Sérgio Cabral, entre 2007 e 2014, período em que já foram comprovadas práticas criminosas.
“A novidade é que ficou demostrado [nas investigações] que, apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral e assumido papel fundamental naquela organização criminosa, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Luiz Fernando Pezão operou um esquema de corrupção próprio, com os seus próprios operadores financeiros”, afirma o MPF.
As investigações que resultaram na prisão do governador baseiam-se em informações que decorrem de uma colaboração premiada homologada no Supremo Tribunal Federal (STF) e documentos apreendidos na residência de um dos investigados na Operação Calicute.
“Cabia a Pezão dar suporte político aos demais membros da organização que estão abaixo dele na estrutura do poder público e, para tanto, recebeu valores vultosos, desviados dos cofres públicos e que foram objeto de posterior branqueamento de capitais”, acrescenta a PGR.