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Goldman Sachs com lucros de 10 mil milhões

O banco norte-americano teve em 2018 lucros superiores a 10 mil milhões de dólares. Mas novos escândalos obrigam a provisões para enfrentar ações judiciais.

O Goldman Sachs animou os mercados financeiros ao anunciar lucros superiores a 10 mil milhões de dólares para o ano de 2018, correspondendo a um rendimento de 25 dólares por ação, mais 180% do que no ano anterior. O anúncio, após uma semana de resultados dececionantes para os rivais JP Morgan Chase e Citibank, fez as ações do banco liderar os movimentos do índice Dow Jones e atingir os 197 dólares esta quarta-feira, uma subida de quase 10%.

No entanto, as contas do banco revelam também um aumento significativo de provisões para enfrentar ações judiciais e dos reguladores. O caso 1MDB, revelado em Dezembro passado, é apenas o mais recente numa longa série de escândalos financeiros associados ao banco. O 1MDB, fundo soberano da Malásia, originou investigações em 10 países diferentes por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e irregularidades financeiras. O Goldman Sachs foi implicado no esquema e admitiu a sua culpa perante as autoridades americanas. Enfrenta agora uma ação do governo da Malásia para a devolução integral dos honorários que recebeu pelos seus negócios com o fundo.

O banco norte-americano é conhecido por cultivar relações próximas com altas figuras da política. Nomes como Mario Draghi, Mario Monti, Romano Prodi, Lucas Papademos são exemplos de altos cargos políticos que trabalharam para o banco; assim como António Borges e Durão Barroso. O antigo primeiro-ministro português e presidente da Comissão Europeia gerou incómodo em Bruxelas quando foi anunciado como presidente não-executivo do banco em 2016, bem como quando foi apanhado a fazer lobbying na Comissão em Fevereiro do ano passado.

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