Afinal, nem todas as remunerações variáveis dos administradores dos CTT serão cortadas. Os gestores dos correios não abdicaram do prémio pelo conjunto do mandato, que deverá ser pago em 2020 e 2021. Esta informação surge depois de se ter sabido que a equipa liderada por Francisco de Lacerda abdicou da remuneração variável anual durante dois anos e terá cortes nos vencimentos.
O prémio referido será pago em dinheiro e não em ações, sendo que o montante será definido em função do rendimento acionista que se divide em dividendos e desempenho dos títulos dos CTT na bolsa de Lisboa. Apesar de as ações terem vindo a desvalorizar este ano, a empresa dará aos acionistas, este ano, mais do dobro dos lucros obtidos no ano anterior. O valor totaliza 208%.
Os CTT afirmam que o facto de os administradores terem abdicado da remuneração variável não implica que tenham abdicado do prémio de mandato.
Esta notícia surge num contexto de grandes e sucessivas quedas no volume do correio. Os CTT acabaram por fazer um plano de recuperação que prevê, para além dos cortes nos salários dos gestores, a venda de ativos imobiliários, cerca de mil rescisões com trabalhadores e o encerramento de 22 balcões.