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Galp: Bloco quer que lucro de 422 milhões de euros seja taxado

Em conferência de imprensa, Pedro Filipe Soares considerou que o lucro extraordinário da Galp de 422 milhões de euros é “obsceno e um achincalhamento dos sacrifícios do país”. O Bloco quer que este lucro seja taxado e que o Governo intervenha sobre os preços dos combustíveis. 
Pedro Filipe Soares. Fotografia: António Cotrim/Lusa

No primeiro semestre deste ano, a Galp teve lucros extraordinários de 422 milhões de euros. “Quando os combustíveis aumentam, quando o país empobrece, quando os salários perdem valor, ter esta dimensão de lucros da Galp é obsceno e um achincalhamento dos sacrifícios que o país está a passar” afirmou Pedro Filipe Soares, em conferência de imprensa realizada esta terça-feira na Assembleia da República. 

O líder parlamentar bloquista recordou que este lucro foi obtido “num período em que os combustíveis ficaram mais caros” e que a própria Galp afirma que este resultados decorrem das “condições favoráveis do mercado”. 

“O Governo disse que iria olhar com atenção para as margens dos setores de combustíveis” referiu Pedro Filipe Soares, lembrando que há “um usufruto indevido de condições favoráveis de mercado”. “As margens de lucro têm disparado” e, no caso da Galp, aumentaram quase três vezes no primeiro semestre deste ano.

Pedro Filipe Soares lançou uma duplo desafio ao Governo: 
por um lado, apelou a que o Governo aja sobre a margem dos preços dos combustíveis, lembrando que o Governo tem “os instrumentos jurídicos” para o fazer e que “dia após dia há abuso na formação do preços dos combustíveis”.
Por outro lado, o dirigente bloquista exortou o Governo a fazer o que “países como Itália, Reino Unido ou Espanha fizeram”, ou seja, “taxar estes lucros extraordinários.”

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