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Fundão: Freguesia de Orca tem oliveira com dois mil anos

A oliveira será brevemente classificada como monumento natural, tornando-se assim a segunda árvore classificada do concelho. Notícia publicada no Interior do Avesso.
Foto de Rádio Cova da Beira | Facebook
Foto de Rádio Cova da Beira | Facebook

A oliveira a ser brevemente classificada localiza-se, segundo notícia da Rádio Cova da Beira (RCB), junto à capela de Nossa Senhora da Oliveira, a santa padroeira da freguesia em questão. A outra árvore classificada do concelho é uma amoreira em Atalaia do Campo.

O historiador e escritor Joaquim Candeias da Silva, natural da Orca, explicou à RCB a importância deste monumento natural. “Quem for lá encontra, logo ao lado esquerdo, uma oliveira velhíssima, que há pouco tempo foi visitada por técnicos que a dão com cerca de dois mil anos. É um monumento também, não são só as pedras, as árvores também contam histórias. Aquela é a zona do olival e a senhora do Oliveira também é por isso, a lenda diz que ela apareceu, no meio de um combate, a animar os cristãos, no cimo de uma oliveira.”

A própria origem do nome da freguesia, reporta a uma origem milenar, como explicou Joaquim Candeias da Silva, autor da monografia de Orca, à RCB. “Um nome pequenino, mas que nas Beiras significa dólmen, anta, monumento funerário, pré-histórico, com cerca de três mil anos, as orcas foram construídas entre 4.000 a 1.300 AC, daí ter dado ao livro o nome – Orca – Monografia histórica de uma freguesia com um passado multimilenar – pelo menos quatro mil anos tem.”

Um monumento natural é uma ocorrência natural que, “pela sua singularidade, raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e a manutenção da sua integridade”, segundo o Regime jurídico da conservação da natureza e da biodiversidade.

Esta classificação tem assim como objetivo a “proteção dos valores naturais, nomeadamente ocorrências notáveis do património geológico, na integridade das suas características e nas zonas imediatamente circundantes, e a adoção de medidas compatíveis com os objetivos da sua classificação”.

Notícia publicada no Interior do Avesso. 

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