Funcionários Públicos paralisam hoje

06 de maio 2011 - 1:08

Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública afirma que os funcionários têm mais motivos para aderir à greve, depois de conhecerem as novas medidas de austeridade.

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Funcionários públicos têm mais motivos para aderir à greve depois de conhecerem as novas medidas de austeridade, diz Ana Avoila. Foto de Paulete Matos

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Escolas, Centros de saúde e hospitais, tribunais e serviços da Segurança Social deverão ser os sectores mais afectados pela greve da administração pública central convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP) para esta sexta-feira.

Para a coordenadora da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila, os funcionários públicos têm mais motivos para aderir à greve depois de conhecerem as novas medidas de austeridade, apontando o congelamento salarial na função pública para os próximos três anos e a perda de poder de compra por via do aumento dos impostos.

A sindicalista destacou ainda que o memorando de entendimento entre o Governo e a 'troika' prevê a extinção e fusão de serviços da administração pública, o que levará milhares de trabalhadores para a mobilidade ou para o desemprego.

Esta paralisação não conta com a participação dos professores, nem dos enfermeiros, nem dos trabalhadores das autarquias, mas tem a adesão da Federação Nacional dos Médicos, do sindicato dos funcionários Judiciais, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa e do Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas.

A greve foi convocada em protesto contra o congelamento e os cortes salariais, o aumento de impostos, a precariedade, os despedimentos e privatizações.