Francisco Louçã defende renegociação da dívida regional da Madeira

22 de março 2015 - 17:27

Francisco Louçã participou neste sábado numa sessão integrada na campanha do Bloco para as eleições regionais da Madeira, onde defendeu uma auditoria às contas da Madeira e a renegociação da dívida regional, integrada na necessária renegociação da dívida nacional.

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Mesa da sessão do Bloco na Madeira

O Bloco de Esquerda realizou neste sábado uma sessão pública com a participação de Francisco Louçã e do economista Ricardo Cabral, para além do cabeça de lista bloquista às eleições regionais, Roberto Almada, e da mandatária Guida Vieira. O presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, esteve presente na sessão.

Segundo o “Diário de Notícias da Madeira”, Francisco Louçã referiu que na próxima legislatura haverá quem queira "tapar o mais possível" a "economia de privilégios e de favorecimentos" da governação PSD, pelo que considera que verificar as contas e os contratos públicos dos últimos anos é uma das obrigações do parlamento regional.

“Uma auditoria, uma investigação detalhada, por uma comissão que o parlamento regional forme com os técnicos que sejam necessários neste contexto - e certamente na administração pública da Madeira existem muitas pessoas com esta competência - é absolutamente essencial para que estas prevaricações, estes desvarios, estas amizades não passem impunes e se possam ajustar as contas certas que a democracia tem de fazer com quem abusou dela”, salientou o economista.

Louçã apontou também ser preciso integrar a reestruturação da dívida da Madeira numa necessária renegociação da dívida nacional, para que a Madeira não fique separada do resto do país e os problemas não sejam apenas adiados.

A propósito da renegociação da dívida, Francisco Louçã criticou a posição do PS e considerou-a “imprudente e inconsistente”.

“Tem [o PS] cartazes na Madeira a propor a negociação da dívida na Madeira, mas recusa a negociação da dívida de Portugal, não quer falar disso e evita que se fale disso”, criticou Louçã.

Na sessão, o economista Ricardo Cabral traçou um quadro financeiro da região autónoma da Madeira.

Em declarações à comunicação, Francisco Louçã defendeu a aposta numa “economia responsável pelas pessoas” e criticou aqueles que têm encarado o país como o “Portugal dos pequeninos”, “a começar por Pedro Passos Coelho, que não aparece nestas eleições, ou Alberto João Jardim, que está refugiado em algum canto”.