A medida que a troika composta pelo FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia está a analisar foi uma das adoptadas aquando do último resgate financeiro a que Portugal esteve sujeito, em 1983. Contudo, na altura o FMI deixou intacto o subsídio de férias, estando agora a equacionar a opção de o inserir neste pacote de medidas.
Os técnicos do FMI e da Comissão Europeia defendem agora que, desta vez, o pagamento deverá ser feito integralmente através de Certificados de Aforro, contrariamente ao que aconteceu em 1983 em que apenas uma parte (28%) dos vencimentos foi paga desta forma, avançou esta terça-feira o Diário Económico.
O impacto da medida este ano só deverá ser sentido no subsídio de Natal, uma vez que as negociações só terminarão após o pagamento do subsídio de férias.
A troika justifica a adopção desta medida com os resultados sobrestimados previstos no PEC IV relativamente ao défice e ao impacto dos cortes e dos aumentos de receita previstos no documento.