A reavaliação dos prédios urbanos foi uma exigência da troika, que previa a recolha de mais 150 milhões de euros. A medida está inscrita no orçamento para 2012, assinala o jornal “Diário Económico”.
Para esta reavaliação as câmaras municipais fornecem às finanças os dados relativos aos imóveis. Os serviços de finanças farão o pré-preenchimento do modelo 1 relativo ao IMI, para os contribuintes confirmarem. Se o contribuinte não concordar pode pedir uma segunda avaliação, independente, se pela nova avaliação os valores se mantiverem ou subirem as despesas desta segunda avaliação serão pagas pelo contribuinte, se baixarem as despesas serão pagas pela autarquia. A reavaliação terá de estar terminada em 2012 e terá efeito nos contribuintes em 2013. O montante global de IMI a pagar em 2013 não pode exceder o valor de IMI pago em 2012 adicionado de 75 euros ou de um terço da diferença entre o IMI que resultar da reavaliação e o IMI de 2011.
O IMI subirá ainda devido ao agravamento das taxas em 0,1 pontos percentuais já em 2012. As taxas passam a variar entre 0,3% e 0,5%, conforme os municípios. O IMI subirá ainda devido ao aumento do coeficiente de localização.
Por sua vez, a isenção de IMI será reduzida para três anos para casas com valor inferior a 125 mil euros. No entanto, a isenção mantém-se para quem já comprou casa ou comprar até final de 2011.