O despacho, a que teve acesso o portal de notícias UOL, é da autoria do juiz Marcello Rubioli, da 1.ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o mesmo tribunal que autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Carlos Bolsonaro devido à existência de “indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado”, definindo Carlos como “chefe da organização”.
Segundo filho de Jair Bolsonaro, o também vereador do Rio de Janeiro está sob investigação pela prática de peculato no esquema da “rachadinha”, e pela nomeação de funcionários fantasma para o seu gabinete de vereador.
Segundo o portal UOL, o antigo Conselho de Controlo de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Governo do Brasil, identificou duas movimentações suspeitas na conta de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, em operações que coincidem com as datas em que vendeu em 2011 um conjunto de cinco terrenos.
O Coaf identificou, pelo menos, dois depósitos de dinheiro em espécie que totalizaram 532,2 mil reais (85,5 mil euros na cotação atual).
A informação foi recolhida após Ana Cristina Valle ter pedido o sigilo bancário devido à investigação sobre Carlos Bolsonaro pela suposta prática de peculato no período de 2001 e 2008, quando foi chefe de gabinete do vereador e filho do Presidente brasileiro.
Por seu lado, o filho mais velho do Presidente brasileiro, Flávio Bolsonaro, também é investigado por peculato desde 2018 quando o Coaf descobriu movimentações atípicas em contas bancárias de um ex-assessor seu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz.