Ferreira Gullar, pseudónimo pelo qual era conhecido José Ribamar Ferreira faleceu hoje aos 86 anos. Era um dos nomes mais importantes da literatura brasileira do século XX, foi escritor, poeta e ensaísta, além de crítico de arte, biógrafo e tradutor.
Ferreira Gullar pertenceu ao movimento concretista, do qual se afastou em 1959, tendo criado, com os artistas plásticos Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo. Foi militante do Partido Comunista Brasileiro, foi perseguido, preso e torturado pela ditadura militar brasileira. Viveu exilado na União Soviética, na Argentina e no Chile.
Nasceu em São Luís do Maranhão, em 1930, e morreu no Rio de Janeiro. Desde 2014 que pertencia à Academia Brasileira das Letras, recebeu o Prémio Camões em 2010, o prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1976) e o prémio Machado de Assis (2005). Em 2010, recebeu um doutoramento Honoris causa, na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.