O deputado Fernando Nobre, independente eleito pelo PSD como cabeça-de-lista por Lisboa, entregou na sexta-feira o pedido de renúncia ao mandato à presidenta da Assembleia da República, Assunção Esteves. A notícia foi avançada pela RTP.
O antigo candidato independente à Presidência da República, e posteriormente candidato à presidência da AR, já não estivera presente no debate do programa de governo, alegando motivos de saúde.
Quando Passos Coelho, em Abril, anunciou que Nobre seria candidato pelo PSD, adiantou que também seria o candidato do partido à Presidência da AR. Durante a campanha, Nobre disse mesmo numa entrevista ao Expresso que se não pudesse ser nomeado presidente da Assembleia, renunciava imediatamente ao mandato de deputado. “Não serei só um deputado”, sublinhou, salientando que deixara “bem claro” que não estava a candidatar-se a deputado. “Aceitei uma função em que poderei exercer uma acção marcante. Poder ser presidente é uma mensagem para a sociedade civil: um independente pode chegar a um alto cargo no Estado, onde pode marcar”, afirmou na mesma entrevista, suscitando acusações de falta de humildade democrática.
O então cabeça-de-lista por Lisboa do PSD, porém, viria a recuar dessa posição durante a campanha. E, quando viu rejeitada a sua candidatura à presidência da AR – foi o primeiro candidato a não ser eleito nem na primeira nem na segunda volta das eleições para a Presidência da Assembleia –, confirmou que se manteria na bancada do PSD: “Continuarei a exercer as funções de deputado, enquanto entender que a minha participação é útil para o País.”
Aparentemente, achou com muita rapidez que o mandato era inútil.