O movimento FERVE divulga um testemunho sobre a situação vivida por estes trabalhadores: “Os trabalhadores têm horários fixos e têm de picar o ponto no sistema informático. Alguns passam de comunicadores a formadores mas permanecem a recibo verde e continuam a ser polivalentes na função. Todo o trabalho é desenvolvido nas instalações da empresa. Do pessoal que lá trabalha, quase todos têm rendimentos provenientes apenas desta entidade”.
Segundo o depoimento, só têm contrato de trabalho, um pequeno grupo de funcionários das primeiras formações e os supervisores, depois de seis meses na função.
A pessoa que envia o testemunho acrescenta que muitas das pessoas que trabalham no call-center da Reditus, “já têm que fazer retenção na fonte e pagar Segurança Social (por terem passado o período de isenção) e nem fazem ideia do rombo que vão ter no fim do mês”.
No testemunho estranha-se que a Segurança Social e as Finanças não detectem nem actuem sobre a situação e é denunciado que a ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) esteve no call-center em Janeiro, “mas quem foi chamado foi escolhido a dedo e teve uma formação ultra-rápida sobre o que dizer”.
O Movimento FERVE fez chegar o testemunho à ACT, a todos os partidos políticos e à Câmara de Castelo Branco, aguardando as respectivas respostas.