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Extinction Rebellion, o movimento ambientalista de desobediência civil

Começou com um apelo assinado por académicos e ambientalistas, passou por um conjunto de ações provocatórias em Londres. Esteve presente fortemente na cimeira de Katowice. Tornou-se viral. O Extinction Rebellion é hoje um movimento global de desobediência civil ambiental.
Ação do Extinction Rebellion. Novembro de 2018. Foto de David Holt/Flickr

Nasceu oficialmente a 31 de outubro deste ano e é um movimento social internacional que procura combater as alterações climáticas através de desobediência civil não violenta. Os seus ativistas declararam publicamente que estão preparados para ir para a prisão em nome da sua causa. E estão a cumprir a declaração.

O Extinction Rebellion é uma rede descentralizada de quem se reveja nos seus princípios. Declara necessário “desafiar-nos a nós próprios e a este sistema tóxico, deixando as nossas zonas de conforto para agir pela mudança” e procura “derrubar hierarquias de poder para uma participação mais equitativa”.

A sua primeira carta de princípios defende que “o contrato social foi quebrado e é por isso é, não apenas nosso direito mas nosso dever moral ultrapassar a inação do governo (…) e rebelar-se para defender a própria vida.”

Logo a seguir à Assembleia inaugural de 31 de outubro, em que participaram mais de mil pessoas, houve uma ocupação de estrada com 15 presos que se recusaram a sair da estrada depois da intervenção policial. Nas duas primeiras semanas de novembro mais de 60 foram presas continuando a estratégia da desobediência civil.

A 17 de novembro convocaram o “Rebellion Day” bloqueando as cinco principais pontes sobre o rio Tamisa em Londres. Ações em que os ativistas se colaram a edifícios ou bloquearam prolongaram-se ao longo de todo o mês de novembro.

Os primeiros signatários do apelo inicial incluem Noam Chomsky, A.C. Grayling e Naomi Klein entre muitos outros. E o grupo revela estar já  presente em 35 países.

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