Será “difícil compreender que haja mais obstáculos a que a lei possa ser promulgada”, uma vez que “é a terceira vez que o Parlamento aprova, é a terceira legislatura em que esta lei é debatida, o Tribunal Constitucional já se pronunciou e diz que tem cabimento constitucional, as precisões que pediu foram feitas, o senhor Presidente da República não levantou nenhum obstáculo constitucional, disse só que havia uma questão terminológica que queria que fosse resolvida e ficou resolvida”, apontou Catarina.
À margem de uma visita a Mirandela, no distrito de Bragança, na qual participou numa sessão com o movimento que se opõe à instalação de um parque eólico na serra dos Passos, a dirigente bloquista foi questionada pelos jornalistas sobre a expectativa em relação à decisão que o presidente da República irá tomar sobre a lei que despenaliza a morte medicamente assistida.
Catarina frisou que o diploma “foi aprovado pela terceira vez no parlamento por uma ampla maioria política muito diversa", e que se trata de “uma lei muito cuidadosa", "feita já em três legislaturas”.
A coordenadora do Bloco reforçou que a atual versão da lei dá resposta a todas as questões que foram suscitadas e defendeu que “não há nenhuma razão para o país esperar mais por ter uma lei que o que faz é respeitar cada um e cada uma que fique confrontado com uma situação de sofrimento intolerável no final da sua vida”.
“É sobretudo uma lei de tolerância, uma lei de direitos, cuidadosa e este é o momento de Portugal finalmente ter esta lei”, vincou.