Segundo a televisão NBC, o autor do massacre de Orlando jurou "lealdade" ao grupo extremista Estado Islâmico numa chamada telefónica feita para o número de emergência 911 imediatamente antes do crime.
Por seu turno, a cadeia CNN avançou com a mesma notícia, citando um responsável norte americano que explicou que "o FBI de imediato acreditou tratar-se de um ataque islamita por causa dessa chamada telefónica" e porque eram já conhecidas do FBI as suas "simpatias islamitas". Sabemos que ele tinha sido alvo de investigação no passado.Ele não estava no centro das investigações, mas era suspeito de ter ligações com radicais islâmicos e simpatias com a ideologia radical islâmica", sublinhou.
Trata-se do pior massacre feito por um só atirador na história dos Estados Unidos da América, superando aquele que teve lugar em 2007 na Universidade da Virgínia Tech, que terminou com 32 mortos.
O presumível atirador foi identificado como Omar Mateen, um cidadão norte americano de origem afegã, nascido em 1986, referem os canais televisivos CBS e NBC.
De acordo com as forças policiais, Mateen tinha duas armas de fogo, uma pistola e uma espingarda e foi morto num confronto com a Polícia, numa operação de envolveu cerca de nove agentes, tendo um deles ficado ferido.
Segundo a televisão NBC, o autor do massacre de Orlando jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico numa chamada telefónica feita para o número de emergência 911 imediatamente antes do crime.
Motivações ainda desconhecidas
Entretanto, o FBI anunciou estar a investigar o massacre no Pulse Club, frequentado maioritariamente por homossexuais, como um "ato de terrorismo" e que o suspeito poderá ter "uma inclinação" para o terrorismo islâmico.
"Sempre que temos potencialmente dezenas de vítimas nas nossas comunidades, penso que podemos classificar [a situação] de atividade terrorista. Se é terrorismo interno ou internacional, é algo que iremos desvendar", disse Danny Banks, do departamento de aplicação das leis na Florida.
De acordo com a cadeia de televisão CBS, Omar Mateen terá “ligações” a grupos extremistas islâmicos, uma hipótese que não foi posta de parte pelo FBI, que apela aos sobreviventes e testemunhas para partilhar qualquer informação do ataque que ajude a investigação em curso.
Numa declaração feita, esta tarde, à televisão NBC News, o pai de Omar Mateen disse estar “chocado” e explicado que o que ocorreu “não tem nada a ver com religião”.
Seddique, pai de Omar Mateen, disse ao canal televisivo NBC que, há algum tempo atrás, o jovem tinha ficado “furioso” ao ver dois homossexuais a beijarem-se, no centro de Miami.
Omar Mateen "viu dois homens a beijarem-se em fronte da sua mulher e do seu filho e ficou muito zangado", referiu. "Não sabíamos de nada. Estamos chocados como todo o país", disse o pai de Mateen que apresentou “desculpas” em nome da sua família pelo ato do filho.
Entretanto, o agente especial Ron Harper disse à comunicação social que os investigadores vão analisar “todos os ângulos” relacionados com este massacre, escusando-se, para já, a estabelecer uma relação entre o ataque e o Estado Islâmico
"Temos indicações de que este indivíduo pode ter inclinação para essa ideologia particular, mas não podemos dizer terminantemente", limitou-se a afirmar.
O ataque começou pelas 2 horas locais (7 horas em Portugal continental), foi ouvida uma explosão dentro do clube, que foi "controlada" pelas forças policiais. "O atirador que estava no interior do clube está morto", garantia então a Polícia de Orlando.
"Alguém começou a atirar. As pessoas atiraram-se para o chão", disse à Sky News, Ricardo Negron, que se encontrava no interior do estabelecimento.
Ricardo Negron disse ainda à cadeia de televisão norte americana que “houve uma curta pausa nos tiros e alguns de nós conseguimos levantar-nos e sair a correr pelas traseiras do edifício".
Devido à dimensão da tragédia, o presidente da cidade, Buda Der, pediu ao governador do Estado da Florida que instaurasse o “estado de emergência”, o que permite mobilizar recursos suplementares.
As autoridades permitiram ainda a um imã local intervir durante a conferência de imprensa convocada para apresentação das informações já disponíveis sobre o tiroteio.
O imã apelou à calma e pediu à população e aos meios de comunicação social que “não tirem conclusões apressadas” acerca do que motivou o autor dos disparos.
Notícia atualizada às 20.00 horas