O Secretário Geral da ONU, António Guterres, tinha lançado o repto para o fim dos conflitos militares para que as atenções se concentrassem no combate à pandemia.
O Governo americano fez valer o poder de veto no Conselho de Segurança considerando que "não pode apoiar o atual projeto de resolução", segundo fontes diplomáticas citadas pela agência AFP.
Os EUA acordaram na passada quinta-feira um compromisso com a Organização Mundial de Saúde (OMS) que consiste em reduzir o tom de disputa com a China relativamente à forma como o novo coronavírus se propagou, bem como a discussão sobre o papel na OMS. No entanto, isso não impediu que o Governo americano fizesse valer o poder de veto no Conselho de Segurança considerando que "não pode apoiar o atual projeto de resolução", segundo fontes diplomáticas citadas pela agência AFP.
Os Estados Unidos quererão segundo revelam alguns diplomatas voltar-se para o texto inicial da proposta, que foi deixada de parte por ser necessária mais transparência na cooperação entre os diversos países. Os EUA discordam da inclusão da OMS na proposta que está a discussão.
Já em março tinha sido acordada uma resolução entre os membros das Nações Unidas que prevê "a necessidade urgente de apoiar todos os países ou entidades relevantes no sistema da ONU, incluindo agências de saúde".
Mesmo com uma formulação sem mencionar a Organização Mundial de Saúde os EUA acabaram por bloquear a viabilização do documento.
O Governo dos EUA tem acusado a OMS de falta de transparência relativamente ao processo da pandemia, considerando que atrasaram o alerta sobre as possíveis consequências da pandemia. Por outro lado, a China valoriza o trabalho da Organização Mundial de Saúde, sublinhando o seu papel na luta contra a propagação dos casos do novo coronavírus.
O extremar de posição por parte de Donald Trump, levou mesmo o Governo americano a suspender as contribuições dos EUA à OMS, tendo o próprio presidente americano tornado isso público no passado dia 14 de abril.