Estudantes saem à rua na quinta contra assédio nas universidades

05 de abril 2022 - 12:21

Dizem que o que foi conhecido sobre a Faculdade de Direito “é a regra, não exceção”. E avisam: “Machistas, predadores, não passarão mais!”

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Imagem do cartaz de convocatória da manifestação contra o assédio na Universidade.
Imagem do cartaz de convocatória da manifestação contra o assédio na Universidade.

O Movimento contra o Assédio no Meio Académico na Universidade de Lisboa está a convocar uma manifestação para a próxima quinta-feira, dia 7 de abril, em protesto contra o machismo e o assédio sexual nas instituições de ensino.

O ponto de encontro será em frente à Reitoria da Universidade de Lisboa, às 18 horas, e a mobilização surge depois da recente mediatização do caso da Faculdade de Direito desta instituição académica. Contudo, os estudantes garantem que este “é a regra, não uma exceção” já que “o problema de assédio sexual e da discriminação nas faculdades não é novo e está enraizado desde sempre nos espaços de ensino”. Pensam assim ser “de extrema urgência encarar o problema e não perpetuar um ambiente de medo, hostil e perverso nos espaços que nos pertencem e que se destinam à nossa formação enquanto indivíduos e futuro do país”.

As estudantes denunciam o assédio de quem “se encontra numa posição de privilégio, que permanece intocável, mas que não pode passar mais impune” e, por isso, avisam: “Machistas, predadores, não passarão mais!”

Este movimento estabelece como objetivos a consciencialização estudantil e da restante comunidade académica; a recolha de informação real e atual; a promoção do debate e apelo a uma postura reivindicativa dos estudantes e a apresentação de propostas de combate ao assédio nas universidades, a propor às instituições.

Consideram que “a Educação é o pilar transmissor dos nossos valores enquanto sociedade, pelo que as nossas instituições de ensino não podem simplesmente ignorar o problema sistemático de que são alvo” e que “abafar e silenciar a questão é coadjuvar com práticas reiteradas de discriminação, é ignorar o sofrimento de quem sofre em silêncio”.