A proposta do governo italiano prevê, entre outros, um corte no financiamento do ensino superior, a redução do número de cursos universitários e faculdades, a redução do financiamento de bolsas, aumenta o papel do sector privado na gestão universitária e limita a duração de reitorias. Serão cortados 130 mil empregos nesta área.
Esta reforma, que é apresentada pela Ministra da Educação Mariastella Gelmini como vital para preparar os estudantes italianos para o mercado de trabalho, é vista por estes últimos como uma medida puramente economicista e que premeia o sector privado.
Os protestos expandiram-se por várias cidades italianas, como Palermo, Sicília, Cagliari, Sardenha, Milão, Nápoles ou Roma e assumiram diferentes formatos, tendo-se registado cortes do trânsito, ocupações de edifícios, marchas ou concentrações com distribuição de panfletos informativos.
Em Roma o aparato policial era bastante evidente, tendo sido montado um gigantesco dispositivo de segurança que bloqueou uma grande parte do centro de Roma, supostamente para impedir uma repetição dos confrontos da semana passada.
Não houve qualquer confronto em Roma, no entanto, noutras cidades, foram registados “pequenos incidentes”.
Uma estudante de Roma afirmou à Reuters que esta "Não é só uma mobilização contra a reforma universitária, mas de uma geração que está a fazer-se ouvir novamente sobre a política do país, os problemas que enfrentamos e a situação precária em que vivemos", disse ele.