Na manifestação que se realizou em Lisboa participaram estudantes das escolas secundárias Luís de Camões, Eça de Queiroz, Virgílio Ferreira e Passos Manuel.
À Lusa, Miguel Martins, presidente da associação de estudantes da escola secundária Eça de Queiroz, disse: “Estamos aqui por causa da austeridade e os cortes na educação. Tiraram às escolas e investiram milhões em bancos, que estão a ir à falência. Nós somos o futuro, mas sem dinheiro para ir para a Universidade, não vamos conseguir”.
Miguel Martins lembrou ainda a difícil situação de muitos funcionários das escolas: “Há funcionários nas escolas que trabalham 12 horas por dia e ganham 400 euros por mês para fazer todas as tarefas que são precisas”.
Os estudantes empunhavam faixas com as frases “Prós bancos vão milhões e prás escolas só tostões” ou “Estão a matar o futuro” e tinham autocolantes onde se lia “Não entre na escola e não fique em casa”.
O protesto “Dia Nacional de Luta dos Estudantes do Básico e Secundário” foi convocado por 47 associações de estudantes de escolas secundárias de todo o país. O protesto consistiu em concentrações, greves às aulas, apitões ou manifestações.