Catarina Martins visitou esta terça-feira o Centro de acolhimento de pessoas em situação de sem abrigo do Beato, que é gerido pela Associação Vitae. “Tenho ido ao encontro das pessoas que lutam por um país melhor, como aqui esta associação que dá as melhores respostas que pode para segurar as pessoas quando o Estado está a falhar. É assim, ouvindo as pessoas e ouvindo os melhores exemplos, que uma Presidente da República pode melhorar o país”, afirmou a candidata, insistindo que a sua definição de magistratura de influência “não é entrar no jogo político-partidário, mas sim dar a voz às populações e mostrar os melhores exemplos que o país tem”.
Presidenciais
Catarina quer um país onde as pessoas com deficiência não sejam “excluídas da cidadania”
E no que diz respeito à situação das pessoas sem-abrigo, a realidade agravou-se na última década. O facto de o atual Presidente ter fixado o objetivo de ver o problema erradicado durante o seu mandato levou Catarina a afirmar que o falhanço na estratégia nacional “não se deveu ao Presidente da República”, uma vez que este se empenhou bastante por esta causa. Catarina Martins disse ter sido testemunha desse empenho. “Trabalhámos em conjunto para conseguir respostas em Lisboa na altura da pandemia”, quando o Bloco tinha a pasta dos direitos sociais na vereação camarária.
Para a candidata, as estratégias para resolver este problema social “ficaram postas em causa com a crise da habitação e a economia de baixos salários”, uma combinação explosiva e que criou “uma situação nova, a das pessoas que trabalham, têm o seu salário e estão em situação de sem-abrigo” porque o salário não chega para arrendar uma casa para viver. Catarina diz que isso é “emblemático de uma das maiores crises do nosso país que é termos salários tão baixos e casas tão caras”.
Essa é uma das razões para a sua campanha ter “duas prioridades bem estabelecias: a saúde e a habitação”, prosseguiu a candidata, quer quer fazer uma campanha sobre “o modelo de país que queremos, sobre vivermos melhor em Portugal e como é que uma Presidente da República pode ajudar a lançar os debates que importam”.