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Estoril Éden recebeu apoios, agora despede

Sete trabalhadores serão alvo de um despedimento coletivo por parte deste hotel. Um deles é o presidente da Comissão de Trabalhadores.
Estoril Éden. Foto da CGTP.
Estoril Éden. Foto da CGTP.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo e Similares do Sul, o Hotel Estoril Éden deu início ao processo de despedimento coletivo de sete trabalhadores. Um dos visados é presidente da Comissão de Trabalhadores e dirigente sindical.

O sindicato considera este despedimento “oportunista”, uma vez que esta unidade hoteleira, pertencente à empresa Aquatécnica, Sociedade de Construções, SA, recebeu apoios no âmbito do “lay-off simplificado”. E acusa o Governo de permitir que as empresas tenham recebido “verbas avultadas das contribuições da segurança social, sem garantir postos de trabalho” de forma a “garantir mais valias (aos acionistas), como está a fazer”.

O STIHTSS acrescenta ainda que “este é um exemplo das inverdades promovido pelo patronato da Hotelaria e Turismo, inclusive das suas associações patronais (AHP e outros) quando afirmam que não existem pessoas para trabalhar no sector”. Sendo ainda uma prova de que “a pretensão deste patronato é contratar trabalhadores com vínculos precários, com baixos salários, sem direitos e condições de trabalho, com horários de trabalho desregulados e tenham disponibilidade para fazer tudo”.

Pelo contrário, os trabalhadores exigem a reversão do despedimento coletivo e a valorização de salários e de condições de trabalho.

Este mês de janeiro está a decorrer uma campanha de esclarecimento por parte deste sindicato sobre contratação coletiva que percorrerá várias unidades hoteleiras, restaurantes, pastelarias, cafés entre outros. A campanha culminará no próximo dia 27 com uma concentração em frente à associação patronal "para exigir o aumento dos salários, vínculos contratuais com direitos e a valorização da profissão".

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