"Defendemos a legalização porque sabemos ser a forma mais eficaz de combater o narcotráfico. Da mesma forma, é o melhor modo de garantir a segurança dos consumidores, afastando-os do contacto com traficantes, pondo um fim definitivo à perseguição de que são vítimas e garantindo o consumo de um produto não-adulterado", diz o manifesto da MGM Lisboa, que nos últimos anos tem juntado milhares de pessoas neste protesto.
Os argumentos dos defensores da legalização da canábis não esquecem a crise económica em que o país está mergulhado e argumentam que o fim da proibição "garante ao Estado a recolha de impostos, a criação de uma economia geradora de emprego e a poupança de recursos gastos a perseguir consumidores, quer a nível das forças de segurança, quer a nível judicial". Os promotores da Marcha esperam que no dia 5 de maio ela continue a ser "um momento de reivindicação política alegre e plural".
"A experiência mostra-nos que o uso recreativo de canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.", acrescenta o manifesto da iniciativa que conta como mandatários escritores como José Eduardo Agualusa e Regina Guimarães, ou músicos Miguel Guedes, Prince Wadada, Vitorino e Manuel Cruz, entre dezenas de outras personalidades.
A Marcha Global da Marijuana nasceu no primeiro fim de semana de maio de 1999 em Nova Iorque e nos últimos anos já se realizou em 738 cidades de 64 países para protestar contra a hipocrisia das leis proibicionistas. Em Portugal, a MGM tem vindo a ganhar adeptos e junta milhares de pessoas em Lisboa e no Porto. A iniciativa já foi promovida também em cidades como Coimbra, Braga e Leiria.